Você sabe o que diferencia um laudo psicológico de um parecer? Ou quando emitir um relatório, uma declaração ou um atestado? No dia a dia do psicólogo, elaborar documentos pode parecer algo simples, mas na verdade envolve critérios técnicos, éticos e legais que precisam ser respeitados para garantir a qualidade da atuação profissional.

Desde 2019, essas regras foram atualizadas e estão organizadas na Resolução CFP nº 06/2019, que padroniza a forma como os documentos psicológicos devem ser feitos. Neste artigo, você vai entender:


✅ O Que Diz a Resolução CFP nº 06/2019?

A Resolução nº 06/2019 do Conselho Federal de Psicologia revogou normas anteriores e passou a ser a base oficial para elaboração, guarda e envio de documentos psicológicos.

Ela está organizada em 7 eixos principais:

  1. Princípios fundamentais;
  2. Modalidades de documentos;
  3. Conceito, finalidade e estrutura;
  4. Guarda e condições de armazenamento;
  5. Destino e envio;
  6. Prazo de validade dos conteúdos;
  7. Entrevista devolutiva (obrigatória em muitos casos).

Além disso, a norma estabelece que todo documento deve seguir:


🧠 Documentos Psicológicos: Critérios Essenciais

Antes de redigir qualquer documento, o psicólogo precisa considerar três aspectos:

1. Finalidade e Destinatário

Você precisa entender quem vai ler o documento e com que objetivo. Um juiz? Um gestor escolar? Outro profissional de saúde? Isso influencia diretamente na linguagem e no tipo de documento a ser emitido.

2. Base Técnica e Científica

Cada informação contida precisa ser comprovável e estar embasada na prática profissional: seja por meio de testes, entrevistas, observações ou outras técnicas reconhecidas.

3. Sigilo e ética

Mesmo quando houver necessidade de compartilhamento, o sigilo deve ser preservado ao máximo. A ética sempre vem em primeiro lugar, especialmente em documentos que impactam diretamente a vida do paciente.


📄 Tipos de Documentos Psicológicos: Saiba Quando Usar Cada Um

Aqui vai uma visão prática dos principais documentos e suas finalidades, conforme a resolução:

📌 Declaração Psicológica

É objetiva e direta. Informa que houve atendimento ou acompanhamento, sem expor detalhes do conteúdo. Exemplo: “Declaro que Fulano está em acompanhamento psicológico nas segundas às 14h.”

📌 Atestado Psicológico

Diferente da declaração, o atestado certifica a existência de um estado psicológico que justifica afastamento, dispensa, ou outra necessidade funcional. Exemplo: “Atesto que Fulano apresenta quadro de ansiedade e necessita de afastamento por 3 dias.”

📌 Relatório Psicológico

Documento descritivo. Expõe de forma técnica e ética o processo e evolução de intervenções. Muito usado em:

📌 Relatório Multiprofissional

Semelhante ao anterior, mas elaborado em equipe, com diferentes profissionais da saúde. Cada área mantém sua autonomia técnica.

📌 Laudo Psicológico

Aqui está o foco: o laudo psicológico é o resultado de uma avaliação psicológica formal. Ele tem caráter analítico e conclusivo, com o objetivo de:

Importante: A avaliação neuropsicológica também gera um laudo psicológico.

📌 Parecer Psicológico

Documento mais opinativo e técnico. Responde a uma questão específica dentro da Psicologia. Exemplo: “Fulano tem capacidade para tomar decisões jurídicas?” A resposta deve ser técnica e com embasamento.


🕒 Validade e Guarda dos Documentos Psicológicos


✍️ Dicas Práticas para uma Redação Profissional


🚨 Atenção: Redigir Mal um Documento Pode Ser Falta Ética

A resolução deixa claro: falta de domínio técnico na elaboração pode configurar infração ética. Além disso, documentos com erros ou imprecisões podem prejudicar diretamente a vida do paciente, principalmente quando usados em contextos jurídicos, educacionais ou trabalhistas.


🧰 Conhecimento Técnico é a Chave para Documentos Profissionais

Mais do que saber o que é um laudo psicológico ou quando usar um relatório, o profissional precisa ter:


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